Doenças

Conheça as principais alterações encontradas no sistema circulatório.

Venosas

  • Telangiectasias (vasinhos)

    Mais frequente queixa no consultório de Cirurgia Vascular, a dilatação dos pequenos vasinhos da pele pode acontecer devido a uma grande variedade de fatores.

    É mais frequente nas mulheres e aumenta sua incidência com a idade, trabalhos que exigem permanência em pé ou sentado por períodos prolongados, presença de obesidade, uso de hormônios, etc.

    As pacientes podem referir sintomas locais como prurido, dormência ou dor em queimação, mas geralmente a principal citação é o incômodo estético provocado pelo acúmulo desses vasos.

    O tratamento é realizado geralmente em consultório, existindo uma gama de técnicas eficazes para cada caso, sendo a escolha individualizada após a avaliação criteriosa do Cirurgião Vascular.

  • Varizes

    A doença varicosa é caracterizada pela dilatação das veias subdérmicas (abaixo da pele), que se tornam tortuosas e dilatadas, perdendo assim sua função adequada de drenagem.

    Elas surgem em pacientes que apresentam um ou mais fatores de risco, tais como:

    • história familiar
    • obesidade
    • longos períodos em uma mesma posição – sentado ou em pé
    • hormonal
    • após complicações circulatórias – Trombose, etc.
    • alterações congênitas (desde o nascimento).

    São mais frequentes em mulheres, porém muitos homens são acometidos.

    Usualmente estão localizadas nos membros inferiores (pernas).

    A paciente pode referir sintomas como dor, sensação de peso e cansaço nas pernas, sendo piores no final do dia e nas épocas quentes, com alívio ao deitar ou elevar os membros.

    O incômodo estético também é frequente e deve ser considerado um fator importante na decisão para a escolha do tratamento.

    O tratamento é abrangente e envolve a abordagem clínica com medicamentos, terapia compressiva, mudanças de hábitos de vida, exercícios para o fortalecimento muscular nos membros inferiores, assim como a intervenção cirúrgica para extração das veias doentes. A definição do método a ser utilizado é individualizada para cada paciente após avaliação em consulta.

    O mapeamento ultrassonográfico com Doppler é fundamental no diagnóstico e planejamento terapêutico.

  • Insuficiência venosa crônica

    A doença venosa pode evoluir, ao longo dos anos, para um estado de Insuficiência Venosa Crônica, onde nota-se a instalação de edema e alterações de sofrimento da pele como a dermatite ocre, eczema, lipodermatoesclerose, hiperpigmentação e, em casos severos, o surgimento de úlceras de estase.

    Pode ser consequência dos quadros onde há refluxo venoso, mas também surge como sequela de trombose venosa profunda.

    O diagnóstico com Doppler Vascular pode diferenciar as possíveis etiologias.

    O tratamento é baseado na abordagem clínica com enfoque na terapia compressiva e, nos casos selecionados, intervenção cirúrgica.

    O acompanhamento com o Cirurgião Vascular é perene visto que não há uma cura definitiva para o processo.

    Os melhores resultados são obtidos quando há dedicação por parte do paciente e da equipe assistente.

  • Trombose venosa

    A coagulação do sangue dentro de uma veia recebe o nome de trombose venosa, podendo acometer as veias mais superficiais quando recebe o nome de flebite, mas também incidindo nas veias profundas, sendo caracterizada a trombose venosa profunda, quadro que requer maior cuidado pois é potencialmente mais grave estando associado com possibilidade de embolização do coágulo formado para o pulmão o que pode trazer até mesmo risco de vida.

    Diversas são as causas possíveis para um quadro de trombose venosa profunda, desde imobilização pós fratura, acamamento por doença, traumas, doenças tumorais, trombofilias, etc.

    O diagnóstico é feito pela avaliação clínica a partir da história referida pelo paciente (geralmente com dor e edema do membro, empastamento da musculatura) avaliação ultrassonográfica e laboratorial.

    O tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes associado a terapia compressiva.

Arteriais

  • Claudicação

    As doenças da circulação arterial estão entre as principais causas de óbito em todo o mundo.

    Pacientes portadores de Hipertensão, diabetes e os tabagistas são os mais sujeitos a obstruções das artérias por todo o corpo.

    Os membros inferiores podem ser acometidos, trazendo dificuldade na irrigação da musculatura o que gera dor durante a caminhada, forçando o paciente a fazer paradas para repousar e aliviar os sintomas.

    Esse processo é conhecido como Claudicação Intermitente e é um sintoma característico da Doença Arterial Obstrutiva Periférica.

    Um cirurgião vascular deve ser consultado para o diagnóstico correto e graduar as lesões arteriais.

    O tratamento é multifatorial e se baseia no controle dos fatores de risco, terapia medicamentosa e eventualmente intervenção cirúrgica ou endovascular.

  • Acidente vascular encefálico (Ave ou AVC isquêmico)

    A obstrução aguda da circulação cerebral com prejuízo imediato ao suprimento de nutrientes para o tecido nervoso daquele território é conhecido como acidente vascular cerebral ou encefálico.

    Essa falta de sangue em uma área do cérebro (isquemia) determina a sua inatividade e gera as consequentes manifestações clínicas, sendo sempre um evento alarmante e na maioria das vezes grave, podendo gerar sequelas incapacitantes reversíveis ou permanentes.

    Um importante mecanismo etiológico do AVC é a embolização de pedaços de placas ateromatosas originadas nas artérias Carótidas, mais especificamente na sua bifurcação, chamada de Bulbo carotídeo.

    A avaliação da circulação cervical com Estudo Doppler das Artérias Carótidas e Vertebrais é fundamental para a detecção precoce do processo obstrutivo e instalação do tratamento preventivo, evitando assim a ocorrencia do AVC ou ainda como profilaxia secundária após um primeiro episódio.

    Nos casos mais avançados a intervenção cirúrgica ou endovascular se torna necessária para o restabelecimento da circulação e proteção do tecido cerebral.

  • Aneurismas

    Aneurismas são dilatações das artérias que podem gerar enfraquecimento da sua parede e levar, em ultimo caso, a ruptura desse vaso gerando um quadro grave de choque hemorrágico.

    A detecção e tratamento precoces são fundamentais para a prevenção da ruptura. O local mais comum de incidência dessa doença é a artéria aorta, seguida dos membros inferiores.

    O exame ultrassonográfico com Doppler do segmento Aorto-Ilíaco consiste em uma excelente ferramenta para o rastreamento da doença aneurismática.

    O tratamento intervencionista, quando indicado, pode ser feito com a técnica endovascular obtendo excelentes resultados.

Linfáticas

  • Erisipela

    A infecção da pele provocada pela disseminação da bactéria Estreptococos é denominada Erisipela e pode gerar uma inflamação aguda e intensa no membro acometido, causando dor, vermelhidão, inchaço, febre e calafrios.

    A reação inflamatória pode afetar a circulação linfática causando destruição desses pequenos vasos com consequente instalação de edema persistente e aumentando a chance da ocorrência de novos eventos infecciosos.

    O tratamento é feito com antibióticos e após a remissão dos sintomas, a terapia compressiva deve ser orientada.

  • Linfedema

    O acúmulo de líquido por disfunção do sistema linfático é conhecido como linfedema e ocorre principalmente nos membros inferiores e superiores, podendo ser hereditário porém mais frequentemente é adquirido após quadros infecciosos, sequela de procedimentos cirúrgicos, processos compressivos ou ainda associado a quadro de insuficiência venosa crônica.

    O tratamento é baseado principalmente na terapia compressiva e deve ser perene pois não existe um método para a resolução definitiva.