Cirurgia de Varizes: Saiba em quais casos ela é indicada

Grande parte da população de nosso país sofre com varizes. Segundo estatísticas do Ministério da Previdência Social, só em 2017 foram oferecidos mais de 33 mil benefícios a pessoas que se afastaram de seus trabalhos em decorrência dos sintomas das varizes.

Saiba mais sobre o problema

As varizes são veias “doentes”. Essas veias se tornam aparentes sob a pele e são incapazes de contribuir adequadamente para o retorno venoso. Causam incômodo estético e sintomas, como a dor, sensação de cansaço, inchaço, coceira e formigamento nas áreas afetadas. Se não tratadas, essas veias podem até causar úlceras.

Múltiplas são as causas, porém o fator familiar (genético) e hormonal são as principais. Existem varizes causadas também como consequência de outras doenças, como é o caso de quem já teve trombose.

Como tratar

Com a tecnologia que evolui cada vez mais, hoje em dia é possível obter tratamento para tal problema. Muitas vezes, a solução mais indicada será a cirurgia, pois varizes são progressivas, não apresentando melhora espontânea.

Quando as veias não são muito calorosas, apresentam sintomas leves, sem inchaço ou manchas, pode-se tentar o tratamento com medicações e meia compressiva. O acompanhamento é sempre necessário.

Já para os casos mais graves, onde a paciente apresenta este risco maior de hemorragia ou formação de úlceras, dores fortes e veias grossas, visíveis, será necessária a cirurgia.

A procura do médico angiologista ou cirurgião vascular é sempre fundamental desde o início dos sintomas, podendo assim tentar evitar a progressão da doença e suas complicações.

Outras informações importantes

Quando existe a recomendação cirúrgica, podem surgir várias dúvidas, como qual será o procedimento ou se existe algum risco mais grave proveniente da cirurgia.

Bom saber que existem diferentes tipos de cirurgias, sendo que o cirurgião vascular indicará a mais adequada para cada caso.

A mais conhecida intervenção cirúrgica para estes casos é a convencional, onde as veias doentes são removidas por pequenos cortes na pele. As veias doentes removidas não causaram prejuízo para a circulação, uma vez que as veias saudáveis que restauram cumprirão o papel de maneira satisfatória.

Existem ainda outras opções de cirurgia: laser ou radiofrequência. Não retiram as veias, apenas tratam as mesmas através de liberação de energia dentro da veia.

O mais importante sempre é buscar o tratamento para resolver o problema e evitar maiores complicações futuras. É vital também contar com profissionais confiáveis. Então, fique à vontade para entrar em contato.

Angiologista X Cirurgião Vascular: Qual a diferença entre os dois?

Cuidar da saúde do sistema circulatório é muito importante para manter a qualidade de vida e, para isso, conhecimento é uma peça-chave. Hoje, vamos desvendar um mito muito comum nesse segmento: angiologista e cirurgião vascular são a mesma coisa? A resposta é não e você está prestes a entender as diferenças entre esses dois profissionais e saber qual é o mais adequado para lhe ajudar.

Mudança recente

Muita gente faz essa confusão achando que as duas profissões são a mesma coisa, porque houve um tempo em que elas realmente eram. Foi apenas em 2006 que as duas especialidades foram separadas, para atender à necessidade de especificar melhor os conhecimentos e o atendimento em cada uma delas.

O que é um angiologista?

É o médico especializado em pesquisar, prevenir e diagnosticar as doenças vasculares, aquelas que acometem os vasos e artérias. Os principais exemplos são: varizes, arteriosclerose, trombose e outras.

Para se tornar um angiologista, o profissional precisa ser formado em medicina e fazer uma especialização na área de angiologia.

O que é um cirurgião vascular?

Também é um médico que se dedica ao estudo e tratamento de doenças vasculares, mas com foco em intervenção cirúrgica para recuperar o paciente. Essa operação pode ser convencional ou realizada por dentro do vaso sanguíneo em questão. As varizes e aneurismas estão entre as doenças que podem ser tratadas por esse cirurgião.

Qual é a diferença entre eles, afinal?

A diferença básica entre esses dois médicos está na abordagem do tratamento de cada um deles. O angiologista e o cirurgião vascular atuam fortemente na prevenção de doenças vasculares e no tratamento por meio de medicamentos e mudanças nos hábitos de vida, como a prática regular de atividades físicas e adoção de uma alimentação saudável. Eles orientam o paciente e acompanham para ver se há traços de evolução no quadro ou não.

Porém, além disso, o foco do cirurgião vascular, como o próprio nome indica, é também a realização de cirurgias para correção das alterações vasculares presentes.

Profissões complementares

As atuações do angiologista e do cirurgião vascular se complementam. Por exemplo, um paciente pode procurar o angiologista para ser orientado sobre como prevenir o aparecimento de varizes ou tratar alguma que esteja começando a se formar. Ele vai seguir o tratamento recomendado, mas pode chegar um momento em que seja necessária a intervenção cirúrgica. Então, cabe ao angiologista encaminhar essa pessoa para um cirurgião.

O contrário também pode acontecer: o paciente pode procurar diretamente o cirurgião e ele observar que aquele caso não necessita de uma operação, optando por encaminhá-lo ao angiologista.

Qual profissional procurar?

Ao perceber algum sinal de problema vascular, você pode procurar tanto o angiologista como o cirurgião vascular, para ter um diagnóstico preciso e verificar se a doença pode ser tratada sem a cirurgia, que acaba sendo mais invasiva. Se for necessário tratamento cirúrgico, o cirurgião que conduzirá o caso.

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Varizes x Microvarizes: Entenda a diferença

Inimigas da estética e da saúde, muitas vezes, as varizes e microvarizes são tidas como uma só. Acontece que existe uma diferença entre elas, cada caso requer um tipo de tratamento específico.

Não sabe como reconhecê-las? Neste artigo, nós trazemos a definição de varizes e microvarizes, bem como suas principais características e tratamentos. Acompanhe.

O que são varizes?

Denominam-se varizes as veias dilatadas, tortuosas e alongadas, que surgem no sistema superficial (sob a pele). Elas podem ser de pequeno, médio ou grande calibre.

Elas são palpáveis, ou seja, são perceptíveis ao toque. Normalmente, elas se manifestam nos membros inferiores, mais especificamente nas pernas e pés. Trata-se de um problema de saúde comum, com maior incidência em mulheres.

Em alguns casos, as varizes representam apenas um incômodo estético. No entanto, elas também podem causar desconforto, dor, inchaço, manchas, coceira e até feridas, nos casos mais avançados.

O que causam as varizes?

O motivo de as varizes afetarem as pernas e pés está ligado principalmente aos efeitos da gravidade, justamente em posição em pé ou sentada, por períodos prolongados.

Pessoas que trabalham de pé ou sentadas por horas apresentam dificuldade de manter a circulação adequada nas pernas, podendo acarretar o aumento da pressão venosa nas pernas, resultando em dilatação das veias, dor, inchaço, coceira e até mesmo manchas nas pernas.

Entre as causas do surgimento de varizes estão: genética, sobrepeso, sedentarismo, gestação, uso de hormônios e idade avançada.

Após o surgimento das veias varicosas, a circulação sanguínea da região é comprometida, tornando-se disfuncional. Em alguns casos, ela pode acarretar em flebite – inflamação da veia que leva a interrupção do fluxo sanguíneo, podendo evoluir para um quadro de trombose venosa profunda.

Sintomas das varizes

Embora nem sempre as varizes apresentem sintomas, algumas pessoas podem sentir sensação de peso nos membros inferiores, dores, cãibras, coceiras na variz e na pele ao redor e inchaço.

Muitas vezes, os sintomas não tem relação com a gravidade do caso ou o calibre das veias. Algumas pacientes com muitas varizes apresentam poucos sintomas e outras com poucas, queixam-se bastante.

Leia também: Varizes: mitos e verdades sobre os tratamentos .

O que são vasinhos?

Localizadas sob a pele, os vasinhos (microvarizes) são caracterizadas como discretas veias finas, normalmente em tons esverdeados, azulados e avermelhados. São denominadas como telangiectasias, estando associadas às veias reticulares.

Além de ser um incômodo estético para as mulheres que almejam pernas lisas e perfeitas, os vasinhos também representam uma fase inicial de doença venosa. Normalmente, se manifestam nas laterais das coxas e pernas, na parte de trás do joelho e na região frontal do osso da perna.

O que causam os vasinhos?

As causas dos vasinho (microvarizes) são praticamente as mesmas das varizes. Entre outros fatores de risco, podemos destacar os hormônios femininos (o estrogênio), o calor e a exposição excessiva ao sol e o uso de anticoncepcionais.

Como tratar varizes e microvarizes?

As varizes requerem a realização de cirurgia, que variam de acordo com a complexidade do caso. As cirurgias visam fazer a eliminação das veias doentes, proporcionando a melhora na circulação do sangue. Já os vasinhos, o seu tratamento é mais simples, necessitando de esclerose ou laser transdérmico.

Alguns dos tratamentos disponíveis são: cirurgia de varizes, laser transdérmico e esclerose. Também é possível tratar as varizes com meias de compressão, contudo, é importante se atentar ao modelo antes de dar início ao uso, pois elas não devem ser apertadas, mas firmes. As meias elásticas estão mais indicadas nos pacientes que não podem realizar cirurgia ou algum procedimento, haja visto que não elimina as veias e o problema estético continuará.

Leia também: Secagem de vasinhos: Afinal, qual o melhor tratamento?

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Tratamento das varizes: Como escolher o ideal para você?

As chamadas varizes são veias normais que adquirem um aspecto tortuoso e dilatado. Além da questão estética, elas podem ficar dolorosas, causar desconforto, edema, manchas e até feridas. Quaisquer veias podem sofrer com o problema, embora ele seja mais comum nos vasos sanguíneos das pernas e pés, principalmente por um efeito da gravidade.

Felizmente, existem várias opções de tratamento para varizes. Veja quais são e saiba escolher o ideal para você.

Cirurgia tradicional

Esta é o procedimento clássico e mais antigo. Para as varizes, realizam microincisões na pele, por onde, através de pequenos ganchos, retira-se as veias doentes. Caso a veia doente seja a safena, tradicionalmente, realiza-se uma incisão na virilha e próxima ao tornozelo. Identifica-se a veia doente em ambos os locais, introduz uma haste metálica de baixo para cima. Fixa a veia à haste e a retira por inteiro. Cirurgia mais antiga, apresenta mais sangramento e hematoma do que outras técnicas mais moderna (laser, radiofrequência,etc), necessitando mais tempo de repouso no pós operatório. Ainda assim é a cirurgia mais realizada para este fim.

Uso de cremes e loções

O mercado de cosméticos oferece diversas opções de produtos que prometem tratar as varizes. No entanto, as veias não vão desaparecer com o uso de cremes e pomadas, o que essas fórmulas fazem é combater os sintomas, reduzindo as dores e o desconforto do paciente.

Radiofrequência

Procedimento cirúrgico, mais utilizado para tratamento de alterações das veias safenas. Consiste em puncionar a veia com auxílio de ultrassom, introdução da fibra de radiofrequência dentro da veia, desde o segmento de perna à região da virilha. Realiza-se a “queimadura”da veia através da radiofrequência. Este método não retira a veia, portanto sangra menos, menos dor no pós operatório e retorno precoce ao trabalho, com a mesma eficácia que a cirurgia tradicional.

Escleroterapia com espuma

Recomendada para varizes que tenham no máximo 4 mm de diâmetro, a escleroterapia com espuma consiste na aplicação de um composto de polidocanol com ar (que forma uma espuma) dentro do vaso sanguíneo. Esse vaso será fechado, bloqueando a circulação de sangue e tornando-o invisível a olho nu. Tem mais riscos de manchar a pele, sendo reservado para pacientes que apresentam sintomas importantes e pouca preocupação estética (pacientes que já apresentam manchas).

Escleroterapia com glicose

É um procedimento muito semelhante ao anterior, mas ao invés do polidocanol, é injetada uma solução de glicose. O resultado é similar: a glicose desencadeia um processo inflamatório que faz com que as paredes do vaso se fundam, impedindo a passagem de sangue. A veia fecha e não causa mais dores, além de deixar de ser visível sob a pele. Mais indicado nos casos de veias bem finas (vasinhos – telangiectasias).

Escleroterapia a laser

Neste caso, não é injetado nada. O aparelho a laser é colocado sobre a pele e a energia luminosa que ele emite é que desencadeia a reação inflamatória no vaso sanguíneo em questão. A partir do momento em que a veia é aquecida, acontece praticamente o mesmo das outras formas de escleroterapia. A grande vantagem é que não utiliza agulhas e tem ótimos resultados em vasinhos mais calibrosos e varizes finas (veias reticulares). Muito utilizada em associação com a escleroterapia com glicose e espuma.

A quantidade de sessões de escleroterapia, independentemente do tipo escolhido, depende de cada caso.

Apenas o profissional angiologista pode determinar com precisão qual dos tratamentos para varizes é o mais adequado, levando em consideração a individualidade de cada paciente. Por isso, se você tem varizes ou suspeita, entre em contato conosco para receber o melhor diagnóstico e o tratamento adequado.

 

Tratamento de varizes: Alguns cuidados para o pós operatório

Mesmo que seja um procedimento pouco invasivo, o pós-operatório de uma cirurgia de varizes deve seguir alguns cuidados para que haja uma ótima evolução e recuperação. Cada caso tem as suas particularidades, porém, algumas recomendações são comuns para os pacientes. Esta etapa do tratamento é simples, sendo preciso que o paciente tenha atenção, principalmente, em três pontos: fazer repouso, evitar exposição ao sol e ter cuidado no manejo do curativo.

Descrevemos cuidados para o pós-operatório do tratamento de varizes. Confira!

1º – A meia elástica para o tratamento de varizes

O uso correto da meia elástica é um ponto importante do pós-operatório do paciente. Normalmente o paciente sairá do hospital com curativos (ataduras) nas pernas. Após dois dias da cirurgia, é orientado retirar os curativos, limpar as pernas e dar início ao uso da meia elástica. Meia elástica é calçada pela manhã, após um período de 10min das pernas elevadas, e retirada antes de dormir. Em alguns casos, o paciente já sai do hospital com a meia elástica, ao invés do curativo estéril com ataduras.

2º – Exercícios para a circulação

Todas as vezes que for recolocar a meia, faz-se a recomendação de realizar alguns movimentos para favorecer a circulação. Logo antes de a colocá-la, o paciente deve permanecer deitado por cerca de 10 minutos. Usando a parede como apoio, ele deve elevar as pernas em um ângulo de 90º, como uma letra “L”. Um pequeno exercício de fisioterapia é exigido: mexer os pés em um movimento de extensão e flexão.

Estes exercícios são importantes no pós-operatório para promover a circulação sanguínea no local, bem como em toda a extensão da perna, atuando para diminuir o risco de trombose venosa profunda. Ao qualquer sinal de inchaço, retirar imediatamente a meia e fazer repouso, se persistir, entrar em contato com seu médico para orientações e esclarecimentos.

3º – Respeite o período de repouso

Na maioria dos casos, os médicos orientam o repouso total ainda no hospital pelas primeiras 24 horas. Logo após, a recuperação continua em casa. A recomendação é que, nos dois primeiros dias, o paciente permaneça em repouso, majoritariamente deitado e usando a meia elástica ou permanecer com o curativo. Contudo, ele deve se levantar de duas em duas horas para se movimentar, como caminhar, sem esforço importante, por aproximadamente 10min.. Retornando ao repouso logo em seguida. Enquanto estiver deitado, orienta-se a mexer os pés em movimentos circulares e de extensão e flexão (ex: como se estivesse acelerando um carro).

4º Volte aos poucos às atividades

A partir do terceiro dia de repouso, o paciente pode começar a retornar para as suas atividades, mas ainda utilizando as meias. De duas em duas horas, ele deve deitar por 20 minutos, fazendo a elevação das pernas. Depois do sétimo dia, ele está liberado para voltar ao trabalho e demais ações de rotina. Contudo, sem deixar de usar a meia elástica por um período entre um e três meses, dependendo da orientação do médico.

5º- Cuide dos curativos e dos medicamentos

Os curativos micropores são como pontos estéticos, se um cair, é possível substituir por outro. Esse tipo de curativo é bom porque o ajuda na melhor cicatrização e ainda protege os pequenos cortes. Siga estritamente as orientações do médico quanto aos cuidados que eles devem ter.

A primeira revisão acontece mais ou menos após uma semana da cirurgia. Nela, se tudo estiver correto e sem infecção, os pontos serão retirados. Antes de receber alta, ainda no hospital, o médico receitará alguns medicamentos importantes para o restabelecimento. Normalmente, não é necessário o uso de antibióticos.

6º – Faça atividades físicas leves

Ainda usando a meia elástica, depois de sete dias da cirurgia, o paciente pode começar a fazer pequenos e leves exercícios, como caminhadas leves, ginástica para alongamento e andar de bicicleta devagar. O aumento da intensidade é gradativo Somente depois de 60 dias é que o paciente está apto a voltar as suas atividades físicas normais.

7º – Evite o sol

Não é recomendado que o paciente se exponha ao sol nos trinta primeiros dias, porque pode atrapalhar o processo de cicatrização. Depois da revisão de um mês, não havendo objeções, ele será liberado. Contudo, é preciso ter cuidado em relação ao horário de exposição solar: antes das 10 horas e depois das 16 horas. Sempre com protetor solar superior ao fator vinte.

8º – Quanto ao aparecimento de hematomas e nódulos

No pós-operatório podem surgir alguns hematomas e nódulos, o que é comum, uma vez que a área foi mexida. Eles regridem sozinhos alguns dias depois do seu aparecimento. A melhor maneira de tratá-los é aplicar compressas de água morna e medicamento prescritos pelo médico.

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