Como é a anestesia utilizada na cirurgia de varizes?

Ainda que seja um procedimento relativamente simples, é bastante comum pacientes demonstrarem certo receio quando são orientados a realizar a cirurgia de varizes. A razão para tal temor, no entanto, não é a cirurgia em si, mas uma possível complicação anestésica.

É pensando nisso que elaboramos este artigo para desmitificar os medos acerca da anestesia na cirurgia vascular, além de esclarecermos outras dúvidas que permeiam o assunto. Acompanhe!

A importância do médico anestesista

A anestesia para a cirurgia de varizes é aplicada pelo médico anestesista, profissional responsável pela avaliação das condições clínicas do indivíduo, orientação dos preparos, planejamento da técnica mais segura e apropriada, além de esclarecer as dúvidas dos pacientes.

Também é o anestesista que faz o monitoramento dos sinais vitais, tais como temperatura, pressão arterial, batimentos cardíacos, nível de consciência e condições clínicas em geral, durante toda a cirurgia. Em casos de qualquer alteração, é ele quem atua para regularizar os parâmetros, mantendo o indivíduo anestesiado e seguro. Durante as anestesias regionais (raqui anestesia), ele permanece todo o período da cirurgia ao lado do paciente, conversando, orientando e esclarecendo qualquer dúvida ou queixa que possam surgir.

Em casos de anestesia local, o próprio médico cirurgião realiza a anestesia e o procedimento.

A avaliação determina que tipo de anestesia será aplicado no paciente

Provavelmente você já ouviu em alguma conversa alguém opinar dizendo que, caso fosse submetido a uma cirurgia, optaria pela anestesia geral, para evitar qualquer tipo de nervosismo e despertar apenas ao final do procedimento.

Acontece que não é o paciente quem escolhe o tipo de anestesia que vai receber. Durante a avaliação do médico anestesista, ele leva em consideração se a pessoa é portadora de alguma doença, uso de medicações, hábitos (tabagismo, alcoolismo, drogas), anatomia do local a ser realizado a anestesia, duração do procedimento, localização do ato operatório, condições clínicas, entre outras. Isso porque todos estes fatores são essenciais para determinar qual anestesia a mais apropriada e segura.

Contudo, na cirurgia de varizes, o tipo de anestesia a ser aplicado é decidido não só pelo médico anestesista, mas também pelo cirurgião e o próprio paciente.
Ainda que cada caso se diferencie do outro, vale ressaltar que, de modo geral, na secagem de vasinhos não se faz necessária a aplicação de anestésico. Já para vasos e varizes maiores ou em proporções mais numerosas, as técnicas escolhidas variam entre anestesia local ou regional.

Tipos de anestesias

As anestesias se dividem em três categorias. São elas:
– Anestesia geral: anestesia recomendada para procedimentos cirúrgicos mais complexos, bloqueando não só a dor como a memória do paciente.
– Anestesia local: procedimento mais comum, utilizado na incisão ou corte cirúrgico.
– Anestesia regional (peridural e raquidiana): anestésico que bloqueia regiões maiores do corpo, como por exemplo, os braços ou membros inferiores.

Raquianestesia : a anestesia popular nas cirurgias de varizes

Entre as opções de anestesia, a mais indicada pelos médicos para a realização da cirurgia de varizes é a raquidiana.

Também conhecida como raqui, trata-se de uma injeção aplicada na medula espinhal que bloqueia a sensibilidade dos membros inferiores, proporcionando a paralisia dos movimentos.

Somente com a raqui, o paciente permanece acordado e consciente, porém, se não houver contra-indicação e o paciente desejar, poder-se associar medicações para o paciente dormir, relaxar e não lembrar do procedimento. Outra característica importante deste tipo de anestesia é que ela facilita a realização do procedimento cirúrgico, visto que promove a dilatação dos vasos.

Uma das principais preocupações dos pacientes em relação ao raqui está nos efeitos colaterais, mais especificamente as dores de cabeça. A boa notícia é que ela afeta menos de 1% dos pacientes, podendo ser tratada com analgésicos e ingestão de água.

Como funciona a recuperação pós-anestésica?

Independentemente do tipo de anestesia utilizada na cirurgia de varizes do paciente, ele é levado à sala de recuperação. Enquanto estiver na sala, é monitorado por médicos e enfermeiros até despertar e apresentar início da recuperação dos movimentos das pernas.
Entretanto, o indivíduo recém-operado só recebe alta do anestesista quando ele não está apresentando nenhum efeito colateral, como dores e enjoos. Normalmente, a alta acontece no mesmo dia da cirurgia, mas isso dependerá da recuperação do paciente.

O pós-operatório da cirurgia de varizes

Assim como o tipo de anestesia utilizado na cirurgia de varizes, o pós-operatório também irá depender da técnica empregada na intervenção.

Entre algumas das recomendações médicas estão o repouso – que pode variar entre dois a sete dias, dependendo do tipo de cirurgia – e o uso de meias compressivas. Vale destacar que o paciente também deve aguardar um determinado período para retomar a prática de atividades físicas. Todas as orientações são fornecidas pelo médico nas consultas pré-operatórias e um impresso com todos os cuidados é entregue no dia da sua alta hospitalar.

Gostou deste artigo? Então não deixe de conferir as demais publicações do nosso blog. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário, nós teremos o maior prazer em te ajudar!

Cirurgia de Varizes: Saiba em quais casos ela é indicada

Grande parte da população de nosso país sofre com varizes. Segundo estatísticas do Ministério da Previdência Social, só em 2017 foram oferecidos mais de 33 mil benefícios a pessoas que se afastaram de seus trabalhos em decorrência dos sintomas das varizes.

Saiba mais sobre o problema

As varizes são veias “doentes”. Essas veias se tornam aparentes sob a pele e são incapazes de contribuir adequadamente para o retorno venoso. Causam incômodo estético e sintomas, como a dor, sensação de cansaço, inchaço, coceira e formigamento nas áreas afetadas. Se não tratadas, essas veias podem até causar úlceras.

Múltiplas são as causas, porém o fator familiar (genético) e hormonal são as principais. Existem varizes causadas também como consequência de outras doenças, como é o caso de quem já teve trombose.

Como tratar

Com a tecnologia que evolui cada vez mais, hoje em dia é possível obter tratamento para tal problema. Muitas vezes, a solução mais indicada será a cirurgia, pois varizes são progressivas, não apresentando melhora espontânea.

Quando as veias não são muito calorosas, apresentam sintomas leves, sem inchaço ou manchas, pode-se tentar o tratamento com medicações e meia compressiva. O acompanhamento é sempre necessário.

Já para os casos mais graves, onde a paciente apresenta este risco maior de hemorragia ou formação de úlceras, dores fortes e veias grossas, visíveis, será necessária a cirurgia.

A procura do médico angiologista ou cirurgião vascular é sempre fundamental desde o início dos sintomas, podendo assim tentar evitar a progressão da doença e suas complicações.

Outras informações importantes

Quando existe a recomendação cirúrgica, podem surgir várias dúvidas, como qual será o procedimento ou se existe algum risco mais grave proveniente da cirurgia.

Bom saber que existem diferentes tipos de cirurgias, sendo que o cirurgião vascular indicará a mais adequada para cada caso.

A mais conhecida intervenção cirúrgica para estes casos é a convencional, onde as veias doentes são removidas por pequenos cortes na pele. As veias doentes removidas não causaram prejuízo para a circulação, uma vez que as veias saudáveis que restauram cumprirão o papel de maneira satisfatória.

Existem ainda outras opções de cirurgia: laser ou radiofrequência. Não retiram as veias, apenas tratam as mesmas através de liberação de energia dentro da veia.

O mais importante sempre é buscar o tratamento para resolver o problema e evitar maiores complicações futuras. É vital também contar com profissionais confiáveis. Então, fique à vontade para entrar em contato.

Varizes x Microvarizes: Entenda a diferença

Inimigas da estética e da saúde, muitas vezes, as varizes e microvarizes são tidas como uma só. Acontece que existe uma diferença entre elas, cada caso requer um tipo de tratamento específico.

Não sabe como reconhecê-las? Neste artigo, nós trazemos a definição de varizes e microvarizes, bem como suas principais características e tratamentos. Acompanhe.

O que são varizes?

Denominam-se varizes as veias dilatadas, tortuosas e alongadas, que surgem no sistema superficial (sob a pele). Elas podem ser de pequeno, médio ou grande calibre.

Elas são palpáveis, ou seja, são perceptíveis ao toque. Normalmente, elas se manifestam nos membros inferiores, mais especificamente nas pernas e pés. Trata-se de um problema de saúde comum, com maior incidência em mulheres.

Em alguns casos, as varizes representam apenas um incômodo estético. No entanto, elas também podem causar desconforto, dor, inchaço, manchas, coceira e até feridas, nos casos mais avançados.

O que causam as varizes?

O motivo de as varizes afetarem as pernas e pés está ligado principalmente aos efeitos da gravidade, justamente em posição em pé ou sentada, por períodos prolongados.

Pessoas que trabalham de pé ou sentadas por horas apresentam dificuldade de manter a circulação adequada nas pernas, podendo acarretar o aumento da pressão venosa nas pernas, resultando em dilatação das veias, dor, inchaço, coceira e até mesmo manchas nas pernas.

Entre as causas do surgimento de varizes estão: genética, sobrepeso, sedentarismo, gestação, uso de hormônios e idade avançada.

Após o surgimento das veias varicosas, a circulação sanguínea da região é comprometida, tornando-se disfuncional. Em alguns casos, ela pode acarretar em flebite – inflamação da veia que leva a interrupção do fluxo sanguíneo, podendo evoluir para um quadro de trombose venosa profunda.

Sintomas das varizes

Embora nem sempre as varizes apresentem sintomas, algumas pessoas podem sentir sensação de peso nos membros inferiores, dores, cãibras, coceiras na variz e na pele ao redor e inchaço.

Muitas vezes, os sintomas não tem relação com a gravidade do caso ou o calibre das veias. Algumas pacientes com muitas varizes apresentam poucos sintomas e outras com poucas, queixam-se bastante.

Leia também: Varizes: mitos e verdades sobre os tratamentos .

O que são vasinhos?

Localizadas sob a pele, os vasinhos (microvarizes) são caracterizadas como discretas veias finas, normalmente em tons esverdeados, azulados e avermelhados. São denominadas como telangiectasias, estando associadas às veias reticulares.

Além de ser um incômodo estético para as mulheres que almejam pernas lisas e perfeitas, os vasinhos também representam uma fase inicial de doença venosa. Normalmente, se manifestam nas laterais das coxas e pernas, na parte de trás do joelho e na região frontal do osso da perna.

O que causam os vasinhos?

As causas dos vasinho (microvarizes) são praticamente as mesmas das varizes. Entre outros fatores de risco, podemos destacar os hormônios femininos (o estrogênio), o calor e a exposição excessiva ao sol e o uso de anticoncepcionais.

Como tratar varizes e microvarizes?

As varizes requerem a realização de cirurgia, que variam de acordo com a complexidade do caso. As cirurgias visam fazer a eliminação das veias doentes, proporcionando a melhora na circulação do sangue. Já os vasinhos, o seu tratamento é mais simples, necessitando de esclerose ou laser transdérmico.

Alguns dos tratamentos disponíveis são: cirurgia de varizes, laser transdérmico e esclerose. Também é possível tratar as varizes com meias de compressão, contudo, é importante se atentar ao modelo antes de dar início ao uso, pois elas não devem ser apertadas, mas firmes. As meias elásticas estão mais indicadas nos pacientes que não podem realizar cirurgia ou algum procedimento, haja visto que não elimina as veias e o problema estético continuará.

Leia também: Secagem de vasinhos: Afinal, qual o melhor tratamento?

A Duo Vascular conta com profissionais especializados e procedimentos modernos. Entre em contato conosco através de nosso site ou pelo telefone (11) 5041 5498 e agende a sua consulta.

Tratamento das varizes: Como escolher o ideal para você?

As chamadas varizes são veias normais que adquirem um aspecto tortuoso e dilatado. Além da questão estética, elas podem ficar dolorosas, causar desconforto, edema, manchas e até feridas. Quaisquer veias podem sofrer com o problema, embora ele seja mais comum nos vasos sanguíneos das pernas e pés, principalmente por um efeito da gravidade.

Felizmente, existem várias opções de tratamento para varizes. Veja quais são e saiba escolher o ideal para você.

Cirurgia tradicional

Esta é o procedimento clássico e mais antigo. Para as varizes, realizam microincisões na pele, por onde, através de pequenos ganchos, retira-se as veias doentes. Caso a veia doente seja a safena, tradicionalmente, realiza-se uma incisão na virilha e próxima ao tornozelo. Identifica-se a veia doente em ambos os locais, introduz uma haste metálica de baixo para cima. Fixa a veia à haste e a retira por inteiro. Cirurgia mais antiga, apresenta mais sangramento e hematoma do que outras técnicas mais moderna (laser, radiofrequência,etc), necessitando mais tempo de repouso no pós operatório. Ainda assim é a cirurgia mais realizada para este fim.

Uso de cremes e loções

O mercado de cosméticos oferece diversas opções de produtos que prometem tratar as varizes. No entanto, as veias não vão desaparecer com o uso de cremes e pomadas, o que essas fórmulas fazem é combater os sintomas, reduzindo as dores e o desconforto do paciente.

Radiofrequência

Procedimento cirúrgico, mais utilizado para tratamento de alterações das veias safenas. Consiste em puncionar a veia com auxílio de ultrassom, introdução da fibra de radiofrequência dentro da veia, desde o segmento de perna à região da virilha. Realiza-se a “queimadura”da veia através da radiofrequência. Este método não retira a veia, portanto sangra menos, menos dor no pós operatório e retorno precoce ao trabalho, com a mesma eficácia que a cirurgia tradicional.

Escleroterapia com espuma

Recomendada para varizes que tenham no máximo 4 mm de diâmetro, a escleroterapia com espuma consiste na aplicação de um composto de polidocanol com ar (que forma uma espuma) dentro do vaso sanguíneo. Esse vaso será fechado, bloqueando a circulação de sangue e tornando-o invisível a olho nu. Tem mais riscos de manchar a pele, sendo reservado para pacientes que apresentam sintomas importantes e pouca preocupação estética (pacientes que já apresentam manchas).

Escleroterapia com glicose

É um procedimento muito semelhante ao anterior, mas ao invés do polidocanol, é injetada uma solução de glicose. O resultado é similar: a glicose desencadeia um processo inflamatório que faz com que as paredes do vaso se fundam, impedindo a passagem de sangue. A veia fecha e não causa mais dores, além de deixar de ser visível sob a pele. Mais indicado nos casos de veias bem finas (vasinhos – telangiectasias).

Escleroterapia a laser

Neste caso, não é injetado nada. O aparelho a laser é colocado sobre a pele e a energia luminosa que ele emite é que desencadeia a reação inflamatória no vaso sanguíneo em questão. A partir do momento em que a veia é aquecida, acontece praticamente o mesmo das outras formas de escleroterapia. A grande vantagem é que não utiliza agulhas e tem ótimos resultados em vasinhos mais calibrosos e varizes finas (veias reticulares). Muito utilizada em associação com a escleroterapia com glicose e espuma.

A quantidade de sessões de escleroterapia, independentemente do tipo escolhido, depende de cada caso.

Apenas o profissional angiologista pode determinar com precisão qual dos tratamentos para varizes é o mais adequado, levando em consideração a individualidade de cada paciente. Por isso, se você tem varizes ou suspeita, entre em contato conosco para receber o melhor diagnóstico e o tratamento adequado.

 

Quando é indicado fazer um Doppler venoso dos membros inferiores?

Como podemos saber como está a nossa circulação sanguínea? Você sente cansaço nas pernas? Você sente que elas ficam inchadas ao longo do dia? Se a resposta for sim, talvez seja a hora de dar uma examinada na circulação sanguínea dos membros inferiores. Saiba a seguir o que é o Doppler venoso e quando ele é indicado para os membros inferiores.

O que é o Doppler venoso?

O Doppler venoso é uma espécie de exame de ultrassom, não invasivo, em que resulta uma imagem para investigar o funcionamento e a saúde dos vasos sanguíneos, assim como observar o fluxo de sangue em determinadas regiões do corpo.

Quando o Doppler venoso é indicado?

Normalmente esse exame é indicado nos casos de suspeita de varizes, trombose , investigação de edemas e durante algum procedimento, por exemplo punções venosas para implante de cateteres ou cirurgia varizes com laser.

Como é feito o Doppler venoso?

Ele é um exame não agressivo e invasivo, isto é, um exame mais simples e indolor.

O paciente só precisa ficar deitado na maca, enquanto o médico responsável, normalmente um angiologista ou cirurgião vascular, realiza o exame.

Cardiologistas e radiologistas também são médicos indicados a fazer o exame.

E quando é indicado o Doppler dos membros inferiores?

O exame de ultrassom Doppler nos membros inferiores costuma ser indicado nas seguintes situações:

– Identificar varizes

– Suspeita de trombose

– Estreitamento dos vasos sanguíneos

– Avaliação da circulação sanguínea

– Presença de sintomas de insuficiência venosa ou arterial – chamados popularmente de má circulação

Então, devo fazer o Doppler antes de cirurgia das varizes?

O Doppler venoso dos membros inferiores tem sido o exame mais indicado preparatório para  cirurgia das varizes. Isso porque ele é um exame muito completo, que apresenta com precisão a situação da circulação venosa de todas as regiões dos membros inferiores.

Tem sido, também, considerado o exame que tem dado mais informações aos médicos nesses casos, ajudando o cirurgião a decidir quais veias devem ser tratadas.

E como ele é útil nos casos de trombose e outros problemas de circulação?

Nestes casos, o Doppler tem a função de identificar o local da trombose, sua extensão e se já existe algum tipo de melhora após o tratamento adequado.

Portanto, ele pode fazer o diagnóstico de trombose aguda, como também acompanhar uma trombose já diagnosticada e tratada, para saber se houve melhora, recanalizações, ou mesmo complicações, como insuficiência das válvulas no segmento acometido.

Para fazer o doppler venoso dos membros inferiores é preciso algum tipo de preparação?

Dispensa qualquer preparação específica pelo paciente antes de ser realizado. Não é necessário consumir nenhum tipo de medicamento, nem fazer jejum na noite anterior.

Você gostou do conteúdo? Quer saber mais sobre esse e outros assuntos?

Entre em contato pelo nosso site ou por nossas redes sociais:

duovascular.com.br

facebook.com/duovascular/

instagram.com/duovascular/

Tratamento de varizes: Alguns cuidados para o pós operatório

Mesmo que seja um procedimento pouco invasivo, o pós-operatório de uma cirurgia de varizes deve seguir alguns cuidados para que haja uma ótima evolução e recuperação. Cada caso tem as suas particularidades, porém, algumas recomendações são comuns para os pacientes. Esta etapa do tratamento é simples, sendo preciso que o paciente tenha atenção, principalmente, em três pontos: fazer repouso, evitar exposição ao sol e ter cuidado no manejo do curativo.

Descrevemos cuidados para o pós-operatório do tratamento de varizes. Confira!

1º – A meia elástica para o tratamento de varizes

O uso correto da meia elástica é um ponto importante do pós-operatório do paciente. Normalmente o paciente sairá do hospital com curativos (ataduras) nas pernas. Após dois dias da cirurgia, é orientado retirar os curativos, limpar as pernas e dar início ao uso da meia elástica. Meia elástica é calçada pela manhã, após um período de 10min das pernas elevadas, e retirada antes de dormir. Em alguns casos, o paciente já sai do hospital com a meia elástica, ao invés do curativo estéril com ataduras.

2º – Exercícios para a circulação

Todas as vezes que for recolocar a meia, faz-se a recomendação de realizar alguns movimentos para favorecer a circulação. Logo antes de a colocá-la, o paciente deve permanecer deitado por cerca de 10 minutos. Usando a parede como apoio, ele deve elevar as pernas em um ângulo de 90º, como uma letra “L”. Um pequeno exercício de fisioterapia é exigido: mexer os pés em um movimento de extensão e flexão.

Estes exercícios são importantes no pós-operatório para promover a circulação sanguínea no local, bem como em toda a extensão da perna, atuando para diminuir o risco de trombose venosa profunda. Ao qualquer sinal de inchaço, retirar imediatamente a meia e fazer repouso, se persistir, entrar em contato com seu médico para orientações e esclarecimentos.

3º – Respeite o período de repouso

Na maioria dos casos, os médicos orientam o repouso total ainda no hospital pelas primeiras 24 horas. Logo após, a recuperação continua em casa. A recomendação é que, nos dois primeiros dias, o paciente permaneça em repouso, majoritariamente deitado e usando a meia elástica ou permanecer com o curativo. Contudo, ele deve se levantar de duas em duas horas para se movimentar, como caminhar, sem esforço importante, por aproximadamente 10min.. Retornando ao repouso logo em seguida. Enquanto estiver deitado, orienta-se a mexer os pés em movimentos circulares e de extensão e flexão (ex: como se estivesse acelerando um carro).

4º Volte aos poucos às atividades

A partir do terceiro dia de repouso, o paciente pode começar a retornar para as suas atividades, mas ainda utilizando as meias. De duas em duas horas, ele deve deitar por 20 minutos, fazendo a elevação das pernas. Depois do sétimo dia, ele está liberado para voltar ao trabalho e demais ações de rotina. Contudo, sem deixar de usar a meia elástica por um período entre um e três meses, dependendo da orientação do médico.

5º- Cuide dos curativos e dos medicamentos

Os curativos micropores são como pontos estéticos, se um cair, é possível substituir por outro. Esse tipo de curativo é bom porque o ajuda na melhor cicatrização e ainda protege os pequenos cortes. Siga estritamente as orientações do médico quanto aos cuidados que eles devem ter.

A primeira revisão acontece mais ou menos após uma semana da cirurgia. Nela, se tudo estiver correto e sem infecção, os pontos serão retirados. Antes de receber alta, ainda no hospital, o médico receitará alguns medicamentos importantes para o restabelecimento. Normalmente, não é necessário o uso de antibióticos.

6º – Faça atividades físicas leves

Ainda usando a meia elástica, depois de sete dias da cirurgia, o paciente pode começar a fazer pequenos e leves exercícios, como caminhadas leves, ginástica para alongamento e andar de bicicleta devagar. O aumento da intensidade é gradativo Somente depois de 60 dias é que o paciente está apto a voltar as suas atividades físicas normais.

7º – Evite o sol

Não é recomendado que o paciente se exponha ao sol nos trinta primeiros dias, porque pode atrapalhar o processo de cicatrização. Depois da revisão de um mês, não havendo objeções, ele será liberado. Contudo, é preciso ter cuidado em relação ao horário de exposição solar: antes das 10 horas e depois das 16 horas. Sempre com protetor solar superior ao fator vinte.

8º – Quanto ao aparecimento de hematomas e nódulos

No pós-operatório podem surgir alguns hematomas e nódulos, o que é comum, uma vez que a área foi mexida. Eles regridem sozinhos alguns dias depois do seu aparecimento. A melhor maneira de tratá-los é aplicar compressas de água morna e medicamento prescritos pelo médico.

Tenha mais informações acessando outros textos de nosso blog. Entre em contato em caso de dúvida!

 

Cirurgia de varizes: Tire suas dúvidas sobre esse procedimento

As varizes (veias que se dilatam principalmente na região das coxas, pernas e dos pés) incomodam homens e mulheres, causando dor e desconforto. Além disso, o aspecto provocado nessas regiões acaba sendo um dos principais fatores que levam à cirurgia de varizes. Até chegar ao último estágio de tratamento, alguns procedimentos são feitos para tentar amenizar os vasinhos e as veias finas, como esclerose e laser. Também são prescritos medicações para aliviar os sintomas e meias elásticas para evitar progressão da doença e também amenizar sintomas. Porém, quando essas formas não-invasivas não funcionam, a cirurgia se faz necessária.

Geralmente, pessoas que passam grande parte do dia em pé ou sentadas são mais propensas a desenvolverem varizes, além da predisposição genética. Por isso, esse problema atinge ambos os sexos e não há uma faixa etária maioritária.

O procedimento cirúrgico é recomendado quando as veias estão consideravelmente dilatadas, com cerca de três a cinco milímetros. Quando isso acontece, as veias são facilmente perceptíveis na pele, gerando queixas estéticas importantes. Essa é a hora certa para procurar um especialista para uma cirurgia, a fim de tratar o problema e evitar complicações.

Procedimentos cirúrgicos

Atualmente, são utilizadas diferentes técnicas cirúrgicas para tratar as varizes que, apesar de bastante eficazes, não garantem que o problema não retorne. Ou seja, é possível que novas varizes surjam novamente, sem relação com as veias já tratadas. Muitos pacientes confundem e acham que as varizes, já tratadas, voltaram. Não, uma vez tratada corretamente, aquela veia não reaparece, são novos vasos que apareceram.

Dentre as principais técnicas usadas estão: microcirurgia, laser, injeção de espuma, remoção da veia de safena e radiofrequência. Confira:

Microcirurgia

Também conhecida como flebectomia ambulatorial, essa cirurgia é a mais simples para essa finalidade., Ffeita no próprio consultório do cirurgião vascular, utilizando-se a anestesia local, retira-se as veias varicosas através de microincisões.

Esta técnica é indicada para a remoção de varizes de pequeno e médio porte, o que garante um procedimento simples e rápido, que permite a pessoa voltar para casa no mesmo dia. Porém é necessário seguir algumas recomendações pós-operatórias, como o repouso de uma semana para a cicatrização dos cortes.

Laser

Uma das mais recentes técnicas para essa finalidade, a cirurgia a laser funciona por meio da emissão de calor por dentro da veia. É introduzido um cateter na veia, principalmente na veia safena ou perfurantes, o qual libera calor e “elimina” esta veia da circulação. O procedimento é rápido, com anestesia local ou regional (raqui) e não requer internação de mais de um dia.

Radiofrequência

Esta técnica é muito semelhante ao laser. A diferença mais importante é o método que vai emitir o calor: laser ou radiofrequência. O procedimento em si é exatamente igual.

Injeção de espuma

Nessa técnica, o cirurgião injeta uma espuma com componentes especiais direto nas veias dilatadas que estão provocando as varizes. Tal espuma acaba por fechar a veia, impedindo a circulação de sangue pela mesma. Por ser utilizada uma agulha muito fina, não são deixadas cicatrizes após o procedimento, porém a reação da espuma na pele pode deixar manchas escuras, sendo indicado somente para pacientes selecionados.

Remoção da veia de safena

Utilizada em casos mais complexos. Identifica-se, através do Doppler venoso dos membros inferiores, que o problema das varizes tem origem na veia safena. O médico realiza um corte no tornozelo do paciente e outro na virilha. Após ligar os ramos , retira-se toda a veia safena doente. Esta técnica é conhecida como “tradicional” O sangue continuará circulando por outras veias em bom estado. Esta cirurgia é a mais traumática dos procedimentos, por isto, é a que causa mais dor e hematomas.

A Clínica DUO é especializada em afecções do sistema circulatório. Acesse nosso site e entre em contato conosco: www.duovascular.com.br.

 

Tudo o que você precisa saber antes do procedimento de vasinhos

Quando pequenos vasinhos capilares de coloração vermelha ou roxa começam a aparecer na superfície da pele, está na hora de realizar alguns procedimentos para a sua eliminação. Estes vasinhos não causam graves problemas de saúde, mas podem trazer um desconforto estético. São finos e ramificados, lembrando uma teia de aranha. Sua maior ocorrência é nas pernas, mas também podem surgir em outros locais, como por exemplo no rosto, principalmente próximos ao nariz.

Para algumas mulheres, o incômodo pode ser maior se ela estiver em período menstrual. Isso porque os vasinhos podem ficar doloridos ou apresentar uma sensação de queimação. O melhor a se fazer é procurar um médico para que o diagnóstico possa ser feito. Alguns tipos de tratamentos são apresentados ao paciente de acordo com o resultado dos exames. A grande maioria pode ser feita dentro do próprio consultório do cirurgião vascular. No entanto, alguns pontos precisam ser considerados antes de iniciar os tratamentos, a começar por conhecer os procedimentos.

Você faz parte do grupo de risco?

O tratamento de vasinhos não é indicado para certos grupos de pessoas. Aqueles que tiveram trombose devem ter uma orientação mais completa, podendo necessitar de exames complementares. Mulheres grávidas apresentam inchaços comuns nas pernas, portanto o tratamento não deve ser aconselhado durante a gestação. Pessoas com vitiligo ou que fazem uso de medicamentos fotossensibilizantes podem ter reação ao laser. Para estes casos, o cirurgião vascular pode adotar um tratamento com outros métodos tão eficaz quanto.

Tenha atenção ao uso de certos tipos de medicamentos

O uso de remédios coagulantes deve seguir orientação médica durante o tratamento e após. Este cuidado se dá porque o corpo já tem propensão a criar obstruções (coágulos) dentro das veias, de modo que o melhor tratamento para os vasinhos deve ser discutido junto com médicos de outras especialidades. Mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais como método contraceptivo,  normalmente não apresentam contra-indicações para realização do tratamento, a depender do método de tratamento a ser utilizado e do tipo de anticoncepcional que está tomando.

Os benefícios do tratamento com espuma

A escleroterapia é conhecida popularmente por secar os vasinhos. De fato, é isso o que acontece com eles quando há a aplicação de injeção de espuma (Polidocanol) em seu interior. Esta substância irrita as paredes dos vasinhos, fechando-os. Esse tratamento é conhecido pela sua confiabilidade e eficiência através dos diversos estudos científicos desenvolvidos sobre ele e os anos de experiência. A escleroterapia também pode ser realizado com outros produtos, entre eles: glicose 50% e 75%, etamolin, entre outros.

Os benefícios do tratamento a laser

Este é um tratamento adjacente, menos agressivo e apresenta uma recuperação rápida e tranquila. Por ele ser pouco invasivo, a pessoa pode retomar as suas atividades de rotina imediatamente após, bem como aos exercícios no dia seguinte. O aparelho a laser emite um feixe de luz que em contato com os glóbulos vermelhos do sangue gera calor, queimando os vasinhos. Para que haja resultados satisfatórios, são necessárias algumas sessões.

Para obter outras informações pertinentes sobre o tratamento de vasinhos de varizes, acesse ao nosso blog. A Duo Vascular oferece diversos e mais modernos tipos de tratamentos, conheça cada um deles em nosso site. Entre em contato para saber mais e marcar uma consulta!

Secagem de vasinhos: Afinal, qual o melhor tratamento?

Você com certeza já ouviu falar de vasinhos, aquelas veias finas de cor geralmente roxa ou vermelha que surgem na pele. Seu aparecimento pode indicar um problema na circulação venosa. A boa notícia é que a secagem de vasinhos é bem simples. Saiba mais sobre este problema de saúde e qual é a melhor forma de realizar o tratamento.

O que são vasinhos?

Vasinhos, também chamados de telangiectasias, são veias finas e superficiais, que aparecem logo abaixo da pele. São finas, com até 3 mm de diâmetro.

Podem causar dor quando relacionados a problemas de circulação, ou seja, quando as válvulas das veias estão com dificuldade de drenar o sangue. Geralmente surgem nas pernas, mas também são comuns na região do rosto.

Ainda que atinja mais a população feminina e idosa, o problema pode afetar qualquer pessoa.

Quais são as causas do problema?

As origens podem ser diversas, mas alguns elementos favorecem o surgimento da doença:

  • Origem genética
  • Ter uma profissão ou atividade que exige passar muito tempo na mesma posição (seja sentado ou em pé)
  • Obesidade
  • Uso de hormônios
  • Gravidez
  • Sedentarismo

Vasinhos podem virar varizes?

Na verdade, vasinhos e varizes são a mesma doença. Inclusive, quem tem vasinhos geralmente sofre com varizes ao mesmo tempo. A diferença é o calibre, ou seja, o tamanho da veia. Os vasinhos são aquelas veias que já atingiram o seu tamanho máximo e, assim, não viram varizes.

Vasinhos são um problema meramente estético?

Os vasinhos não são uma questão apenas estética, já que indicam um problema de má circulação e podem gerar inchaços e dores. Por isso, não hesite em procurar por ajuda médica.

Apenas o angiologista poderá indicar o melhor tratamento de acordo com as características de cada paciente. Por meio da solicitação de exames, o especialista poderá avaliar as condições das veias e indicar qual procedimento é mais aconselhado.

Qual o melhor tratamento para a secagem de vasinhos?

Graças ao desenvolvimento da tecnologia, eliminar os vasinhos é um processo simples, mas deve ser sempre realizado por um médico angiologista ou um cirurgião vascular. Ao verificar a gravidade do problema o médico pode indicar algumas técnicas, como:

  • Esclerose: técnica que usa aplicação de agentes químicos para eliminar diversos tipos de veias doentes. Pode ser utilizado vários tipos de líquidos, entre eles: glicose (hipertônica ou congelada – crioesclerose), polidocanol (também na forma de espuma), etamolin, etc.
  • Laser transdérmico: procedimento menos invasivo, no qual a eliminação das veias doentes ocorre sem a utilização de agulhas

Para os casos mais graves, com o desenvolvimento de varizes, cirurgias podem ser uma intervenção necessária.

Como amenizar ou evitar o problema

A utilização de meias de compressão é uma boa forma de aliviar sintomas e evitar os vasinhos e varizes. Porém, cada paciente deve visitar o angiologista para saber qual o tipo de meia ideal para seu caso específico.

E se você já realizou a secagem de vasinhos é preciso continuar tomando cuidados, como ingerir bastante líquido, evitar álcool e cigarro e manter hábitos de vida saudáveis.

Se você quer saber mais sobre vasinhos e varizes leia outros posts do nosso blog: https://www.duovascular.com.br/e-possivel-viver-bem-com-varizes/

Exame doppler venoso: o que é e como é feito?

A melhor forma de diagnosticar precocemente as mais diversas doenças, para realizar o tratamento adequado é por meio dos exames corretos. Conheça hoje o doppler venoso, quais as suas aplicações e como é realizado.

O que é doppler venoso?

É um tipo de exame que utiliza aparelho ultrassonográfico para observar e avaliar a saúde do sistema venoso. Ou seja, por meio dele, é possível obter informações fisiológicas, anatômicas e, quando for o caso, patológicas sobre as veias que compõem os membros superiores e inferiores.

O ultrassom funciona convertendo a energia das ondas sonoras em imagem e, nesse caso específico, o fluxo de sangue também é transformado em um gráfico, para que o médico possa extrair informações a partir dele.

Trata-se de um procedimento invasivo?

Não, o doppler venoso não é um exame invasivo, não necessita de aplicação de contraste e nem injeções de nenhum tipo. Também vale ressaltar que ele não exige nenhum preparo por parte do paciente, basta chegar à clínica no horário marcado.

Para que é indicado?

O médico solicita um doppler venoso quando tem uma suspeita de algum problema nas veias, como dilatações, tortuosidade, fluxo e refluxo do sangue através de suas válvulas.

No caso dos membros inferiores, esse exame também é recomendado para identificar duas doenças específicas: a trombose venosa e a insuficiência venosa (uma disfunção que provoca o mau funcionamento de válvulas que ficam nas paredes das veias, fazendo com que o sangue se acumule em alguns pontos das pernas, levando ao aparecimento de varizes).

Cirurgia de varizes

Esse exame é um dos mais comuns no pré-operatório da cirurgia de varizes. Além de não ser invasivo, ele mostra muito bem as alterações anatômicas das veias e os pontos de refluxo do sangue. Por isso, o médico consegue ver com maior precisão quais são os locais que necessitam da intervenção cirúrgica. Isso garante que a operação seja mais assertiva e menos agressiva para o paciente.

Condições adversas

Assim como a maioria dos exames, o doppler venoso também tem algumas limitações, mas são bem restritas. Quando o paciente apresenta cicatrizes, espessamento ou feridas na pele, pernas muito inchadas ou com grande quantidade de gordura, isto não impossibilita, porém dificulta o exame.

Além disso, quando os vasos sanguíneos submetidos ao exame são muito profundos e possuem um fluxo de sangue mais lento, a análise do exame também se torna um pouco mais complicada.

Quantas vezes o doppler venoso pode ser realizado?

Justamente pelo fato de este não ser um procedimento invasivo, o doppler venoso pode ser feito quantas vezes forem necessárias, sem causar nenhum prejuízo ao paciente. Também vale ressaltar que não há radiação nesse exame, mais um motivo para ele poder ser feito sempre que necessário.

Deixe a sua saúde venosa nas mãos de profissionais que entendem! Entre já em contato conosco e agende uma consulta com nossos cirurgiões altamente especializados no sistema circulatório. A Clínica Duo realiza todos os principais exames da forma segura mais segura possível e de maneira muito profissional.